Friday, March 21, 2008

Friday, December 28, 2007

Feliz Ano de 2008

Pois é pessoal estamos na época de Natal, do nascimento de Jesus, das árvores de Natal (arveres!!!), daí que para vos desejar um grande ano de 2008 recomendo-vos que vejam este pequeno video, p'ra começarem 2008 com grandes gargalhadas!!!



Um grande abraço:
Base do caralhao (Porque as árveres somos nozes !!!)

Thursday, November 22, 2007

PARA AQUELES QUE NUNCA VIRAM

...e para aqueles q tao cedo nao se vao esquecer...
THE OBSERVER:
"Young man! Ever wondered what happened to the Village People? Ed Vulliamy traces the extraordinary story of the first gay superstar group, still touring after 30 years, with a trail of drugs, death and recriminations in their wake
a destacar:
So, after three decades, these are the unexpected destinations of canticles by the most iconic gay band ever: sporting events, vodka-popping wedding receptions, solemnly religious bar mitzvahs, primary school discos and aerobics classes. In 2004, then US Secretary of State Colin Powell delivered a karaoke version of 'YMCA' at a ceremony concluding a summit with Asian foreign ministers: 'They have everything for young men to enjoy / You can hang out with all the boys', indeed, Secretary Powell. Prince Charles and Nelson Mandela have shaken a bone to the same song. The Village People's hits, for all their bawdy homosexuality, have outlived tacky 1970s disco music like cockroaches after a nuclear attack. But what about the Villagers themselves? The best known of them bobbed up before Superior Court Judge Mark Forcum on 5 September, in San Mateo, California, at what he promised would be the end of a history of brushes with the law. This was Victor Willis, aka the original Village Cop, front man, singer, one of the band's heterosexual minority and lyricist of its most passable material."
e aqui fica a pérola:

Monday, November 12, 2007

Lisboa

Lisboa, cidade suja.
Dos seus lampiões apagados surgem vultos negros cheios de expressão. Das bicas escuras sai o líquido mais horrendo que mata a sede a largos milhares.
São almas que conseguem empobrecer o mais vil dos cenários, tal fonte dos prazeres infames que esquece os que para si trabalharam desde sempre, minhotos, trasmontanos, durienses ou beirões.
Juntos construíram esse projecto de metrópole, juntos o mantiveram e já convertidos o destruirão.
É tal o olhar triste na emblemática Avenida da Liberdade que os edifícios que a limitam pedem permissão para não brilharem. Chegado ao Rossio de chão gasto apetece-me correr pela Rua Augusta até ao rio das maleitas.
Ai Tejo, por pouco me apanhava! Num impulso parei a 2 passos do muro, pensava eu em saltar, Cais do Sodré à vista. Tarde me apercebi e cedo reparei que não podia continuar, tal é a imundice de tal leito que transborda deslealdades, enganos e traições.
Corro, corro, paro e torno a correr até chegar a Belém. Aí deito-me e adormeço até à manhã seguinte na ilusão de encontrar um Mundo novo.
Sim, aí está ele! Bem… ainda estou inebriado pelo fumo que percorre as esquinas mais esquivas do Centro Cultural de Belém, nada mudou. Apanho o autocarro e dirijo-me para o Campo Grande e Lumiar. Esquecida a Ajuda que me foste pelas ruas estreitas de Alfama tanto encontrar o fim de tanto tormento, tanto que é ignorado por todos.
Envenenaste, Lisboa, as boas almas que albergavas. Hoje são apenas resquícios irrecuperáveis que empestam os seus ares, e os vizinhos, lentamente, para o sul e norte.
Lisboa, porque tendo tu Portugal concentrado conseguiste destruir todo o doce espírito que nos caracterizava? Vamos definhando à tua custa.
Roubaste homens, ideias, ambições, mulheres e sonhos a um país que te exclamava a plenos pulmões: “Capital! Capital!” e apagaste as nossas origens.
Eu choro porque não consegui acompanhar-te e aprender a morrer contigo, silenciosamente.
Penso em Cabo Verde, Angola, Moçambique, Timor e lá estou, com os Anjos.
Resigno-me.
Um destes dias pode ser que me tragas quem eu mereça, quem valha a pena, Lisboa.

Tuesday, October 30, 2007

Sunday, September 30, 2007

Quem é que falou mal da cadeira de Epidemiologia?

Salvador Massano Cardoso


“Seios”


Uma das mais antigas recordações prende-se com um volumoso par de mamas de uma mulher recém-parida, minha vizinha. Na altura, medicamentos para tratar doenças tão simples como era o caso das otites não havia. As dores eram insuportáveis, e gritava que nem um desalmado. A meio da noite, levaram-me à casa do outro lado da rua. De repente, vejo a despontar perante os meus olhos uma volumosa e quente mama com um mamilo grosso e muito escuro a tentar enfiar-se no meu “minúsculo” meato auditivo. Impossível, atendendo às dimensões de ambos. O que é certo é que acto contínuo senti um jacto de liquido morno no ouvido, que acabou por escorrer, também, pela face. A lembrança do alívio das dores foi tal que, a partir daquele momento, quando olhava para as mamas das mulheres, sentia que as mesmas tiravam as dores.
Muitos anos mais tarde, uma familiar de idade muito avançada, com queixas muito dolorosas numa anca, que não aliviavam com nada, levou a um diagnóstico de metástase óssea. A procura do tumor primitivo foi um tormento, até que um dia, depois de muitos exames, perguntei-lhe se não tinha nada no peito. Respondeu-me que tinha uma “coisita”, mas não devia ter importância. Já a tinha há muitos anos! Sem pedir licença - mandei às malvas qualquer pudor - desnudei-lhe a mama direita. Fiquei aterrorizado com o que apalpei. Não lhe perguntei qual a razão de não ter dito nada. Já sabia. Pundonor por um lado e recusa em aceitar o que quer que fosse por outro. O que se seguiu não tem descrição.
Recordei-me deste último episódio, quando, há duas semanas, estava a ver uma velhinha simpática, prestes a fazer 88 anos e cuja lucidez faz inveja a muito gente. De repente, a filha, com quase 70 anos, disse-me que a mãe tinha qualquer coisita na mama. Perguntei-lhe se tinha há muito tempo. Respondeu-me a simpática senhora, antecipando-se-lhe, que não, apenas há cerca de um mês. Senti um estremeção e com muito cuidado tirei-lhe a blusa. Olhei, e bastou tocar com as pontas dos dedos para ver o que se tratava. Um mês? Qual quê?! Quantos e quantos! Não fiz quaisquer comentários e comecei a providenciar a resolução do problema o mais rapidamente possível. Mais uma vez estava perante a mama da dor, do sofrimento e da morte.
Claro que nem sempre a mama é encarada das formas já descritas. Outras, cantadas pelos poetas, desenhadas pelos pintores, e fabricadas pelos escultores, adquire sentidos e tonalidades, que vão desde o erotismo à expressão mais sublime de carinho e ternura que é a maternidade. Que o digam os “recentes”, mas polémicos, poemas eróticos do espanhol Juan Ramon Jiménez a propósito da sua estadia, e experiência sexual com três freiras, num sanatório nos princípios do século XX. “E teus peitos...como estão os teus peitos?” Mesmo assim nada que se compare ao Cântico dos Cânticos, onde se podem ler os mais doces e apaixonados arrebatamentos sobre os seios.
Muitas representações são tão belas ao ponto de despertar desejo e atracção como se tratassem de Galateias animadas de vida, enlouquecendo Pigmaleões. A mama do desejo, do prazer, do amor.
Mas a mama pode ter outras utilizações, como sinal de protesto, por exemplo, contra os utilizadores de peles, ou para chamar a atenção para a necessidade de promover a amamentação natural, contrariando os interesses da indústria alimentar ou quaisquer outras formas menos correctas, como aconteceu, recentemente, em Manila. Mama de protesto.
Há, também, situações bizarras, como a utilização de modelos “topless”, em vídeos, empunhando placas com limite de velocidade para alertar os automobilistas nas estradas dinamarquesas. Incitativa promovida pelo governo e que originou contestação. A “mama da prevenção rodoviária”!
Com o objectivo, de angariar fundos para a pesquisa contra o cancro, milhares de mulheres londrinas, vestindo soutiens decorados, percorreram as ruas londrinas. Neste caso, a mama reveste-se de angariadora de fundos.
A “mama publicitária”, utilizada até à exaustão, começa a suscitar reparos de monta, porque constitui um atentado à imagem da mulher. Enfim, muitos significados e muitas utilizações!
Até a própria humanidade, com todas as suas particularidades, pode ser vista através dos seios, que diga a obra com o mesmo nome, “Seios”, do genial Ramon Gómez de la Serna. No capítulo, “O Xilofonista dos Seios”, Ramon escreve: “Cada seio tem um matiz musical. A única coisa a fazer é encontrá-lo”.
E encontramos! Desde belíssimos cambiantes a outros muito tristes...

in diário as beiras, 02/07/07

Friday, September 21, 2007

saudade

é com este post q venho desejar a todos os utilizadores deste FA(lo)BULOSO blog, um óptimo ano, e tal - e sim, refiro-me académico,claro!
novamente, tenho q apelar para q postem mais (quer-se dizer...eu tambem nao tenho sido o melhor exemplo, mas agora tenho net again!)
besos

Tuesday, August 14, 2007

Oh my crowded house



And if a ten ton truck kills the both of us... to die by your side, well the pleasure, the privilege is mine.

Sunday, August 12, 2007

Férias, isso.

Não gosto de grandes arrumações, o passado é difícil.

Wednesday, July 25, 2007

Novo

Tempo e espaço livre, criativo.
Duas palavras e o tempo vai.
Três e o mundo gira.
Em quatro a febre passa.
Ter tempo sequer para usar sequer cinco palavras novas.

Aproveitar para aprender e voltar depois.
Já são sete e a dor passou.
Haja memória. Sem presença.